terça-feira, 6 de julho de 2010



“Os Fura Sacos”

Com o Verão à porta as temperaturas sobem e as ervas secam nos imensos lameiros.
Essas ervas secas formam pequenas espigas em forma de dardo, também chamadas de praganas, sarugas ou, cá no Nordeste, Fura-Sacos.
Estas praganas devido ao seu formato conseguem espetar-se facilmente na pele, podendo progredir debaixo desta. É ainda comum introduzirem-se no interior de pequenas cavidades, como é o caso do canal auditivo. Depois de se fixar, esta pragana, sendo um corpo estranho ao organismo, vai induzir uma reacção inflamatória e infecciosa, resultando em abcessos e otites.
São vários os locais onde podemos encontrar as praganas: nariz, ouvido, olhos, espaços interdigitais, axilas, dentro da boca, e praticamente em toda superfície da pele.
Só temos uma solução: é retirar a pragana…que muitas vezes é como “encontrar uma agulha no palheiro”!

Sempre que o seu animal tenha um destes sinais deve contactar o seu Médico Veterinário:
- Claudicação aguda e lambedura permanente dos dedos, com tumefacção interdigital.
- Inclinação e desconforto na cabeça, com dor á palpação do respectivo ouvido.
- Esfregar o olho com intensidade sem o conseguir abrir totalmente, com secreção purulenta.
- Espirros agudos constantes.
- Feridas na pele fistuladas que não curam.
- Dor ao abrir a boca.
-…

Então como pode prevenir?
- Evitar naturalmente, locais com vegetação seca.
- Tosquiar o seu cão, especialmente no espaço interdigital e na entrada do ouvido.
- Depois de cada passeio no campo, fazer uma inspecção cuidadosa do pêlo e pele, com especial atenção aos espaços interdigitais e almofadinhas plantares, e ouvidos.

Tome estas medidas de prevenção e desfrute dos passeios com o seu melhor amigo!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Canine babesiosis in northern Portugal and molecular characterization of vector-borne co-infections

A Clínica participou neste estudo, que tem como 1.º Autor o Prof. Dr. Luís Cardoso da UTAD.
Para mais informação ver o link: http://www.parasitesandvectors.com/content/3/1/27

25/04/2010: Zeus, voltou a ser o Rei da XVIII Feira Franca da Moimenta

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


No passado fim de semana, dias 23 e 24 de Janeiro, a clínica participou no VI Congresso do Hospital Veterinário Montenegro com a apresentação de um poster com o título: Mordedura por víbora - um caso clínico.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Boas Festas e um Feliz 2010!




Sãos os nossos Votos: Duarte, Filipa e Bina

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Protecção dos Animais, Saúde Pública e Canis Municipais


As questões relacionadas com o bem-estar animal estão na ordem do dia e aos conceitos de sofrimento e dor aplicados aos animais a nossa sociedade não fica indiferente.
Os animais de companhia assumem uma importância crescente na actualidade, ajudando na socialização e no equilíbrio emocional de muitas pessoas.
No que respeita à sua protecção, particularmente os de companhia, importa sublinhar que a primeira responsabilidade cabe aos seus detentores, que têm que assumir as obrigações decorrentes da posse de um animal. A correcta alimentação e o cuidar da sua saúde estão na primeira linha, no entanto, existem também as responsabilidades legais, nomeadamente o licenciamento e o seguro.
Os Municípios têm também nesta área responsabilidades que se traduzem na recolha de animais vadios e errantes e na criação e manutenção de Canis Municipais, que se assumam como verdadeiros Centros de Protecção dos Animais, possibilitando que muitos destes animais capturados tenham uma segunda oportunidade e possam ser adoptados. A estes cabe também a promoção de campanhas de esterilização e de controlo reprodutivo das populações animais.
Os Municípios são também responsáveis pela recolha dos cadáveres de animais de companhia que se encontram em espaços públicos, na maioria dos casos como resultado de atropelamentos e que devem ser conduzidos para cremação/incineração. É importante sublinhar que os cadáveres de animais não são “resíduos sólidos urbanos”, não são “lixo”, devendo os Municípios cumprir com as suas obrigações legais e criar um sistema de recolha de cadáveres de animais.
Um controlo efectivo das populações de cães vadios e errantes e a penalização efectiva dos donos que permitem que os seus animais vagueiem livremente nos espaços públicos são peças fundamentais para a salvaguarda da defesa da Saúde Pública e não é de mais recordar que no nosso Distrito existem riscos acrescidos nas doenças de expressão zoonótica, como são o caso da Hidatidose e da Leishmaniose, duas doenças endémicas que requerem medidas de controlo e prevenção efectivas, as quais passam obrigatoriamente pela redução do número de cães vadios. Recordo, também, que é no Distrito de Bragança que se verifica o maior número de casos de febre da carraça (Escaro-nodular) em humanos, e também aqui os cães são um dos principiais reservatórios destes vectores.
A Construção de Canis Municipais, designados como Centros de Recolha Oficias é uma das peças fundamentais em matéria de protecção dos animais e na defesa da Saúde Pública. Não posso deixar de criticar a opção politica que determinou que o Canil Intermunicipal da Terra-Fria ficasse localizado em Vimioso, sem desprimor para esta simpática Vila, mas distante do principal centro populacional, que é a cidade de Bragança, condicionando pelos 50 km de distância todas as actividades inerentes a um Canil/ Centro de Recolha Oficial. É o caso da valência de hospedagem, tão necessária na cidade, e da realização de acções de protecção animal, particularmente as campanhas de adopção, que se vêem limitadas por essa distância.
Publicado no jornal Nordeste em 3/12/09

sábado, 7 de novembro de 2009

Sessão formativa do dia 7 de Novembro de 2009



A Clínica teve o privilégio de contar com a presença do Professor Dr. Luis Lucas Cardoso, da UTAD, membro do Leishvet e referência portuguesa em matéria de Leishmaniose.
O nosso obrigado pela sua vinda a Bragança!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Doenças Transmitidas por Vectores

A Clínica tem dado uma ênfase muito especial na divulgação de informação técnica junto dos detentores de animais.
Neste âmbito temos vindo a realizar sessões formativas com a colaboração da Royal Canin.
Dia 7 de Novembro irá realizar-se mais uma sessão formativa cujo tema "Doenças Transmitidas por Vectores" tem enorme actualidade, neste tempo em que tanto se fala do aquecimento global do planeta, com o aumento das temperaturas médias ambientais e a consequente maior adaptação de vectores, sejam mosquitos, carraças ou outros.

Estão todos convidados para o dia 7 de Novembro, pelas 17.00 horas no Restaurante "Ares de Serra", no Bairro São Tiago, em Bragança
Programa:
17.00 horas: Babesiose- Estudo Clínico em Bragança,Dr. Duarte Diz Lopes
17.30 horas: Leishmaniose em Trás-os-Montes, Prof Dr. Luis Lucas Cardoso, UTAD
18.00 horas: Dietas adequadas a doenças hemoparasitárias: Dr. André Vilar, Royal Canin

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Caso Clínico de Mordedura de Víbora





No início deste mês de Outubro, apresentou-se à nossa clínica uma cadela de raça Podenga, a Fany, 5 anos de idade, com um lábio inchado. Tinha acabado de ser mordida por uma cobra, mas esta destemida cadela tinha conseguido apanhá-la, e já não era a primeira vez que o fazia. Noutra ocasião tinha apanhado uma jovem cobra rateira (Malpolon monspessulanus), que provavelmente também a mordeu.
Depois de termos examinado bem a cobra, concluímos que seria uma jovem víbora cornuda (Vipera latastei). A cadela foi tratada de imediato com anti-inflamatórios e antibióticos e recuperou totalmente.

As mordeduras por répteis, nomeadamente cobras e víboras, parecem comuns nesta zona do nordeste transmontano. Na nossa clínica aparecem cerca de 5 a 7 casos por ano. A zona preferida da mordedura é na zona dos lábios e focinho, provavelmente porque os cães ao aproximarem-se, tentam cheirar e são mordidos. Temos outros casos onde a mordedura se situa na extremidade dos membros. As lesões que provocam, resultam principalmente em grandes hematomas e edemas (venenos com características proteolíticas). São muito raros os casos mortais.