sábado, 15 de março de 2014

Escala de Urgências das Clínicas Veterinárias de Bragança "As quatro Clínicas Veterinárias de Bragança estabeleceram para o ano de 2014 uma estreita colaboração no atendimento de urgências ao fim-de-semana e feriados, concretizada na escala de serviço de urgência que segue em anexo e que constitui também uma parceria inédita em Portugal. Entendeu-se que esta era uma forma de dar resposta ás necessidades de atendimento veterinário na área dos animais de companhia e simultaneamente valorizar socialmente a importância da classe veterinária. Para além desta sintonia no serviço de urgência as 4 Clínicas continuam a parceria de colaboração nas análises clínicas, serviço de ecografia e acções de formação, entre outras actividades"

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

8/11/2012 - Cachorro para adoção

Cachorro, macho, porte pequeno( 7kg), com 6 meses para adoção.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

III SEMANA DO ANIMAL EM BRAGANÇA - 2012

Mais um evento para comemorar o dia mundial do animal - 4 de Outubro - e a nossa Clínica vai marcar presença nas comunicaçãos técnicas no dia 3 de Outubro de manhã. Telaziose: uma doença emergente. PARTICIPE ! A entrada é gratuita

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Feira Franca da Moimenta - Vinhais - dias 28 e 29 de Abril de 2012


Feira Franca da Moimenta - Vinhais - dias 28 e 29 de Abril de 2012.
Informam-se todos os detentores de podengos e cães de gado não registados, que podem participar e fazer o RI neste concurso.
O concurso dos Podengos decorre sábado dia 28, a partir das 15,00 horas , e o concurso dos Cães de Gado tem lugar no domingo, dia 29, a partir das 9,00 horas da amanhã

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Telaziose - A “Lombriga do Olho”


Este parasita denominado Thelazia callipaeda afecta o olho de carnívoros, incluindo cães, gatos, raposas, coelhos e lobos, e também o Homem. O seu vector é uma mosca-da-fruta (Phortica variegata). Provoca conjuntivite e queratite crónica, sendo necessário tratamento.
Este parasita foi inicialmente descrito na Ásia, mas neste momento têm sido apresentados novos casos, principalmente na última década, em Itália, França, Alemanha,
Espanha e agora mais recentemente no nosso país.
As características climáticas e geográficas dos países do Sul da Europa são condição importante para uma perfeita convivência do parasita com o seu vector e daí um aumento da prevalência e incidência de casos de telaziose.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Serviço de Urgência Médico-veterinária em Bragança

As 4 Clínicas Veterinárias já têm uma escala de urgência.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Os ditos cães “selvagens” de Mirandela

Uma das máximas de um saudoso professor de veterinária da Faculdade de Lisboa, repetida incessantemente nas suas magistrais aulas teóricas de parasitologia, era a de que não havia animais selvagens, mas sim animais silvestres, reiterando que selvagem era o Homem quando destruía os seu habitats naturais e os queria antropomorfizar.
Serve esta nota de abertura para repudiar a forma como o caso dos ditos “cães selvagens” de Mirandela veio a público, mostrando a “selvajaria” humana no tratamento da questão, excessivamente mediatizada, e onde se ouviram comentários extemporâneos e descontextualizados.
Correctamente deveríamos falar em cães assilvestrados e não selvagens. Esta matilha cujo número ninguém em concreto consegue quantificar (referiram-se 200 animais (?), outras fontes falavam em 80), terá sido o resultado de um núcleo inicial de cães abandonados, que sem qualquer controlo reprodutivo e com fonte de alimento disponível no aterro intermunicipal em Frechas, terá crescido de forma exponencial e criado alarme nas aldeias vizinhas, com casos confirmados de mordeduras a habitantes locais.
Convêm lembrar que a captura de cães vadios ou errantes é uma competência das Câmaras Municipais e só em situações excepcionais de grandes matilhas, esgotados que estiverem os métodos convencionais de captura, e com forte evidência de risco para a segurança das populações é que a Direcção Geral de Veterinária intervém com a emissão de Edital que dá força de lei para se proceder à captura compulsiva, permitindo o abate imediato destes animais. O Edital refere mesmo: “ …captura e/ou eliminação de cães (matilhas) que deambulem na freguesia de frechas, concelho de Mirandela.”
Não se ouviu nenhuma explicação detalhada e com suporte técnico-veterinário avalizado que justificasse este carácter excepcional. O que transpareceu para a opinião pública foi que esta medida – eliminação compulsiva, o que equivale a abate – foi a única empreendida para resolver o problema desta sobrepopulação canina. Aliás nas imagens que passaram em diferentes canais televisivos era evidente a presença de cães no interior da área do aterro, em espaço próximo aos respectivos funcionários, não sendo visível a terrível ferocidade dos bichos. Alguns passeavam tranquilamente pelo espaço, o que denota que a vedação do aterro é permeável a estes animais, e que muitos deles estão minimamente socializados. Sublinho que não foi alguma vez referido que outros métodos de captura tivessem sido testados. Neste particular não ouvi referir que tivesse sido testada a utilização de jaulas com iscos, que se forem de dimensão adequada e devidamente dissimuladas podem ser muito eficazes nestes casos.
No meio destas dúvidas e espalhafato mediático, resta registar a atitude prudente e sensata que o comando distrital da Guarda Nacional Republicana assumiu ao não se quer associar a uma eliminação compulsiva de animais, de eficácia questionável e com um ónus negativo em termos de opinião pública.

( Artigo Publicado no Jornal Nordeste de 13-12-2011)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Os 5 filhotes da Sky visitaram a Clínica


Ninhada de Yorshire Terrier, nascida a 25/10/2011

domingo, 10 de julho de 2011

Vacinação contra a Leishmaniose Canina é uma realidade

A apresentação no passado dia 24 de Maio em Lisboa da nova vacina contra a Leishmaniose Canina constituiu um importante avanço na veterinária, que até ao momento não dispunha de uma vacina segura e eficaz para o combate desta doença endémica que ocorre em Portugal e que é considerada uma doença global, com forte incidência no Mediterrâneo, América do Sul, África e Ásia.
A Leishmaniose é uma doença crónica, debilitante e habitualmente mortal nos cães, cuja transmissão ocorre através de um pequeno insecto vector, semelhante a um mosquito, um flebótomo.
A Leishmaniose, conhecida há mais de 100 anos, é uma zoonose, isto é, pode ser transmissível ao Homem, constituindo hoje um problema de Saúde Pública à escala Mundial. Em Portugal, a ocorrência de casos em humanos é particularmente baixa. O número de casos reportados anualmente à Direcção Geral da Saúde tem-se mantido em cerca de 15 novos casos por ano (www.onleish.org).
Diferentes estudos efectuados em Portugal indicam prevalências de 10 a 20 % desta doença nos cães. Não obstante estar registada a ocorrência da doença em todas as regiões, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro é habitualmente referenciada nestes estudos com taxas de prevalência elevadas.
Estudos clínicos realizados na zona de Bragança indicam que a doença também aqui é endémica e todos os anos são registados cães infectados com a Leishmaniose.
Outro dado importante relaciona-se com a susceptibilidade da raça de cães. Os estudos clínicos aqui realizados apontam para uma maior susceptibilidade do Epagneul Breton, do Doberman, do Boxer e do Retriver do Labrador. Por outro lado, os cães de raça indeterminada, não obstante constituírem o maior número de cães observados e cães doentes em termos absolutos, apenas representam uma percentagem de 2% no que toca à susceptibilidade da raça. De referir também que o Cão de Gado Transmontano e o Podengo apresentam uma menor susceptibilidade de raça, o que poderá estar relacionado com o facto de ambas serem raças autóctones e possuírem, por isso, uma resistência imunitária natural à doença.
O tratamento desta doença nem sempre é possível. Nos casos em que é efectuado e em que conduz a melhoria clínica, requer um acompanhamento e monitorização continuada durante a vida do animal. Os Médicos Veterinários dispõem hoje de muita informação sobre esta doença e são os profissionais de saúde mais capacitados para avaliar os contextos clínicos e epidemiológicos inerentes a cada caso clínico.
Pela dificuldade e por vezes impossibilidade do tratamento dos cães infectados, a prevenção deverá estar na primeira linha do combate a esta doença.
Neste capítulo as medidas que evitem a picada do insecto/vector nos cães devem ser sempre as prioritárias, entre as quais se destacam:
- Aplicação de desparasitantes insecticidas tópicos com eficácia comprovada;
- Aplicação de insecticidas ambientais nos canis;
- Recolha dos animais durante a noite para espaços protegidos dos insectos;
- Redução dos locais favoráveis à proliferação de insectos.
Para além destas medidas de profilaxia sanitária, dispõe-se agora de uma nova ferramenta profilática, a vacina, que finalmente, após 100 anos de conhecimento e de muita investigação, vem abrir novas perspectivas na defesa da saúde dos amigos de quatro patas.

Publicado no Jornal Nordeste no dia 5/07/2011